19 fevereiro, 2007
12 fevereiro, 2007
31 janeiro, 2007
Arvores do Alentejo
(estudo s/quadro de Dordio Gomes)
...
Horas mortas... Curvada aos pés do Monte
A planície é um brasido e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a bênção duma fonte!
(...)
Florbela Espanca in Arvores do Alentejo
26 janeiro, 2007
15 janeiro, 2007
O Regresso
(...)
...uma vez mais o olhar,
numa alegria selvagem,
com o tom da tua paisagem,
que o sol,
a dardejar calor,
transforma num inferno de cor...
Alda Lara in Regresso
31 dezembro, 2006
cumplicidades 2
(...)
Mais do que um sonho: comoção!
Sinto-me tonto, enternecido,
quando, de noite, as minhas mãos
são o teu único vestido
(...)
David- Mourão Ferreira
23 dezembro, 2006
Esperança
(...)
E aí vão as minhas esperanças
como foi o sangue dos meus filhos
amassado no pó das estradas
enterrado nas roças
e o meu suor
embebido nos fios de algodão
que me cobrem.
Agostinho Neto
06 dezembro, 2006
Em flor...
...
Se receoso se turba
na alta noite
teu peito em flor,
ao sentires um hálito em teus lábios,
abrasador,
lembra-te que invisível ao teu lado
respiro eu.
(...)
Gustavo Adolfo Bécquer
04 dezembro, 2006
25 novembro, 2006
Construções
...
A raiz do linho
foi meu alimento,
foi o meu tormento.
Mas então cantava
...
Eugénio de Andrade
18 novembro, 2006
Medo...
(...)
AH o medo vai ter tudo
tudo
(penso no que o medo vai ter
e tenho medo
que é justamente
o que o medo quer)
...
Alexandre O Neill in Poema pouco original do medo
14 novembro, 2006
recordações
...
LEMBRAS-TE ainda dessa noite bela
Em que, donzela, te chegaste a mim?
Lembras-te?
Dize... mas não tenhas pejo...
Que vai um beijo pra corar assim?...
(...)
Castro Alves Recordações
10 novembro, 2006
No fundo...
08 novembro, 2006
Esperando melhor maré...
(...)
As sombras
na surperfície de si mesmas
parecem mais profundas nas águas
só por serem fugidias
e vagas.
...
José Gomes Ferreira in Poesia VI
06 novembro, 2006
Cumplicidades
(...)
Meu amor meu amor
meu corpo em movimento
minha voz à procura
do seu próprio lamento.
(...)
José Carlos Ary dos Santos
05 novembro, 2006
E do barro nasceu...
04 novembro, 2006
pois...em que vida estaremos nós?
...
...Quando todo o mundo reconhece a beleza então a fealdade por contraste é criada.
Quando a bondade é reconhecida como bom, então a maldade encontra existência.
...Portanto o sábio não age e ensina através de não falar.
(...)
Tao
02 novembro, 2006
Será que volta?
(...)
E a minha triste boca dolorida
que dantes tinha o rir
das primaveras,
esbate as linhas graves
e severas
e cai num abandono
de esquecida!
...
Florbela Espanca in lágrimas ocultas
01 novembro, 2006
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