13 agosto, 2016

Acrílico s/tela 50x70

31 julho, 2016

Acrílico s/tela 50x70

24 julho, 2016

Acrílico s/tela

13 março, 2016

Acrílico s/tela
Acrílico s/tela
Acrílico s/tela

31 julho, 2014

Acrílico s/tela

01 março, 2014


Acrílico s/tela


Óleo s/tela

11 novembro, 2012

07 junho, 2012

acrlico s/tela 30x40

acrilico s/tela 70x50

acrilico s/tela 30x40

06 maio, 2012

acrílico s/tela 30x40
acrílico s/tela 40x50

26 fevereiro, 2012

Transparências...

acrilico s/tela 30x25

Preto e Branco....

acrilico s/tela 30x25

29 janeiro, 2012

oleo s/tela 50x70

31 dezembro, 2011

oleo s/tela 50x60

acrilico s/tela 30x40

acrilico s/tela 40x50

08 março, 2011

Dia de Festa

óleo s/tela
(reposição)

01 janeiro, 2011

Horizontes

acrilico s/tela

07 novembro, 2010

Foi por ti...

acrílico s/tela
.
Recortada na luz turva do meu olhar,
dás-me a forma e a côr da felicidade,
agora esbatida na recordação do teu tacto
prematuramente perdido.
Foi por ti que fui feliz,
é agora por mim que choro...

26 setembro, 2010

acrilico s/tela

acrilico s/tela

Moiças do meu bairro...

óleo s/tela
acrilico s/cartão

03 julho, 2010

acrilico s/tela

30 maio, 2010

Silêncio e Solidão...

grafite s/papel
.
No ponto onde o silêncio e a solidão
Se cruzam com a noite e com o frio,
esperei como quem espera em vão,
Tão nítido e preciso era o vazio
Sophia de Mello Breyner in No ponto onde o silêncio

As Casas

aguarela s/papel
.
Há sempre um Deus fantástico nas casas
Em que eu vivo. E em volta dos meus passos
Eu sinto os grandes anjos cujas asas
Contêm todo o vento dos espaços
Sophia de mello Breyner in As casas

01 abril, 2010

acrílico s/tela

27 fevereiro, 2010

Bruma

acrílico s/tela
.
Tenho em mim como uma bruma
Que nada é nem contém
A saudade de coisa nenhuma,
O desejo de qualquer bem
(...)
Fernando Pessoa, in: Tenho em mim como uma bruma


03 janeiro, 2010

Sobreiro

acrílico s/tela
(...)
A sem igual riqueza do sobreiro!
Lembra fortuna rústica e maciça
Nutre os porcos, dá sombra ao caminheiro
Dá lenha, dá carvão, e dá cortiça
Martinho de Brenderorde, in: Alentejo

08 dezembro, 2009

Ilusão


acrílico s/tela
(...)
Podes partir. De nada mais preciso
para a minha ilusão de paraiso
David Mourão Ferreira, in Paraíso

05 dezembro, 2009

Natureza

óleo s/tela

30 novembro, 2009

Ainda Haverá Futuro?

óleo s/tela
(reposição)
Agora que em Copenhaga se discute o planeta, será que ainda há salvação?

24 outubro, 2009

Reflexo pálido

acrilico s/tela
(...)
E o seu reflexo pálido, embebido
Como um gládio de prata na corrente,
Rasga o seio do rio adormecido.
Olavo Bilac in Rio Abaixo

28 setembro, 2009

Outono...

acrílico s/tela
(...)
Com castanhas assadas,
chuva na imaginação,
e luzes molhadas
no asfalto do chão,
(...)
João José Cochofel in Os Dias Intimos

11 agosto, 2009

Ó mar salgado...

acrílico s/tela
.

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
(...)
Fernando Pessoa

27 julho, 2009

Quem sentiu mar?

acrílico s/tela
.
Mar! Mar!
Mar! Mar!
Quem sentiu mar?
Não o mar azul
de caravelas ao largo
e marinheiros valentes
Não o mar de todos os ruídos
de ondas
que estalam na praia
Não o mar salgado
dos pássaros marinhos
de conchas
areias
e algas do mar
Mar!
Raiva-angústia
de revolta contida
Mar!
Siléncio-espuma
de lábios sangrados
e dentes partidos
Mar!
do não-repartido
e do sonho afrontado
Mar!
Quem sentiu mar?
.
Arménio Vieira in Mar

05 julho, 2009

O desejo (2)

pastel s/papel
.
Procura a maravilha.
Onde um beijo sabe
a barcos e bruma.
No brilho redondo
e jovem dos joelhos.
Na noite inclinada
de melancolia.
Procura.
Procura a maravilha.
Eugénio de Andrade

28 junho, 2009

O Desejo (1)

acrílico s/tela
.
Entre os teus lábios
é que a loucura acode,
desce à garganta,
invade a água.
No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.
Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.
Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.
Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha.
Eugénio de Andrade in entre os teus lábios

03 maio, 2009

Olhar Perdido...

acrílico s/tela
.
e um olhar perdido é tão difícil de encontar
como o é congregar ventos dispersos pelo mar
Ruy Belo

30 março, 2009

menina

grafite s/papel

08 março, 2009

Mulher...

acrilico s/tela
.
Se um dia te lembrares porque és mulher,
se tiveres na recordação Joana D' Arc, Maria da Fonte,
e tantas outras que pela liberdade trocaram a vida.
Se continuares a ter força para combateres aqueles
que do teu corpo se servem...
e com determinação lutares
contra os que te querem manter na ignorância,
se compreenderes que no teu ventre
não geras simplesmente um filho...
mas um lutador como tu,
se teimares em fazer compreender ao homem que és mulher,
se vires neste cravo que te ofereço
a vontade de ao teu lado lutar...
Então, tu estás no caminho certo,
e eu compreendo porque tu és mulher...
(escrito em 1983 à companheira de toda a vida)

16 fevereiro, 2009

Para além...

acrílico s/tela

11 janeiro, 2009

Do Outono e do Silêncio

acrílico s/tela


Ah como eu sinto o outono

nestes crepúsculos dispersos,

de solidão e de abandono!

nessas nuvens longínquas, agoureiras,

que têm a cor que um dia houve em meus

versos

e nas tuas olheiras...

Tomba uma sombra roxa sobre a terra.

A mesma nuança em torno tudo encerra

nuns tons fanados de ametista.

Caem violetas...

Paisagem velha e nunca vista...

Paisagem próxima e tão distante...

A luz foge, esfacelando em silhuetas

os troncos

da alameda agonizante.

O outono é uma elegia que as folhas plangem,

pelo vento, em bando...

E o outono me amargura e anestesia

com o silêncio...

Silêncio

das ressonâncias esquecidas

que o fim do dia deixa sempre no ar...

Silêncio irmão das covas,

das ermidas, incenso das distâncias,

onde a memória fica a ouvir perdidas

palavras que morreram sem falar...

Alvaro moreyra, in Lenda das Rosas

26 dezembro, 2008

Céu Azul, Céu Cinzento

acrílico s/tela
.
Alentejo terra pura
céu azul céu cinzento
cai a chuva e faz vento
em terra de agricultura.
Bate o sol em vida dura
E neste nosso tesouro
onde o campo é tão loiro
cresce o trigo dá o pão
e se ouve com razão
Alentejo terra d'oiro
Octavio Cardoso