Acrílico s/tela
02 dezembro, 2017
04 dezembro, 2016
23 outubro, 2016
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31 julho, 2016
24 julho, 2016
13 março, 2016
31 julho, 2014
01 março, 2014
11 novembro, 2012
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26 fevereiro, 2012
29 janeiro, 2012
31 dezembro, 2011
08 março, 2011
01 janeiro, 2011
07 novembro, 2010
Foi por ti...
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Recortada na luz turva do meu olhar,
dás-me a forma e a côr da felicidade,
agora esbatida na recordação do teu tacto
prematuramente perdido.
Foi por ti que fui feliz,
é agora por mim que choro...
26 setembro, 2010
03 julho, 2010
30 maio, 2010
Silêncio e Solidão...
grafite s/papel
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No ponto onde o silêncio e a solidão
Se cruzam com a noite e com o frio,
esperei como quem espera em vão,
Tão nítido e preciso era o vazio
Sophia de Mello Breyner in No ponto onde o silêncio
As Casas
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Há sempre um Deus fantástico nas casas
Em que eu vivo. E em volta dos meus passos
Eu sinto os grandes anjos cujas asas
Contêm todo o vento dos espaços
Sophia de mello Breyner in As casas
01 abril, 2010
27 fevereiro, 2010
Bruma
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Tenho em mim como uma bruma
Que nada é nem contém
A saudade de coisa nenhuma,
O desejo de qualquer bem
(...)
Fernando Pessoa, in: Tenho em mim como uma bruma
03 janeiro, 2010
Sobreiro
(...)
A sem igual riqueza do sobreiro!
Lembra fortuna rústica e maciça
Nutre os porcos, dá sombra ao caminheiro
Dá lenha, dá carvão, e dá cortiça
Martinho de Brenderorde, in: Alentejo
08 dezembro, 2009
Ilusão
05 dezembro, 2009
30 novembro, 2009
24 outubro, 2009
Reflexo pálido
(...)
E o seu reflexo pálido, embebido
Como um gládio de prata na corrente,
Rasga o seio do rio adormecido.
Olavo Bilac in Rio Abaixo
28 setembro, 2009
Outono...
(...)
Com castanhas assadas,
chuva na imaginação,
e luzes molhadas
no asfalto do chão,
(...)
João José Cochofel in Os Dias Intimos
11 agosto, 2009
Ó mar salgado...
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Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
(...)
Fernando Pessoa
27 julho, 2009
Quem sentiu mar?
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Mar! Mar!
Mar! Mar!
Quem sentiu mar?
Não o mar azul
de caravelas ao largo
e marinheiros valentes
Não o mar de todos os ruídos
de ondas
que estalam na praia
Não o mar salgado
dos pássaros marinhos
de conchas
areias
e algas do mar
Mar!
Raiva-angústia
de revolta contida
Mar!
Siléncio-espuma
de lábios sangrados
e dentes partidos
Mar!
do não-repartido
e do sonho afrontado
Mar!
Quem sentiu mar?
.
Arménio Vieira in Mar
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